Marcio Natali

Canções para quem ainda ora mesmo cansado.

Aqui não é sobre palco. É sobre presença. Um espaço para músicas, textos e reflexões de fé real, para quem busca Deus sem fingir força.

Canções e Reflexões

terça-feira, 30 de junho de 2015

VISÃO GERAL DA BÍBLIA






OS LIVROS BÍBLICOS



VISÃO GERAL DA BÍBLIA

As informações abaixo são apenas uma visão geral dos livros bíblicos (com ênfase na aliança). O Estudante diligente desejará confirmar estas informações e avançar no estudo do texto, do contexto histórico e dos propósitos dos livros.


OS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO


01. Gênesis (“origem” ou “princípio”):

– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.
– Por quem foi escrito (autor)? Moisés.


– Em qual momento histórico? Antes da entrada de Israel na terra prometida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.


– Para quê este livro foi escrito? Para incentivá-los a confiar somente em Deus (Criador dos céus e da Terra) e a se manterem fiéis à aliança que Ele fez com Abraão (observando seus estatutos e mandamentos).


02. Êxodo (“saída” ou “partida”) – Também é chamado de “O Livro da Aliança”:

– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Moisés.


– Em qual momento histórico? Antes da entrada de Israel na terra prometida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.


– Para quê este livro foi escrito? Para orientá-los a adorar somente a Deus (que os libertou do Egito e os conduziu pelo deserto); para especificar os termos do relacionamento entre o Deus santo e o seu povo; e, para preservar por escrito as palavras da aliança.






03. Levítico (“a respeito dos levitas”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Moisés.


– Em qual momento histórico? Antes da entrada de Israel na terra prometida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.


– Para quê este livro foi escrito? Para orientá-los a como cultuar o Deus santo, santo, santo; para estabelecer o alto nível de santificação pessoal que Ele exige do seu povo; para ensiná-los acerca da gravidade do pecado e como vir à presença de Deus.


04. Números – Na Bíblia Hebraica este livro é chamado de “No deserto”:

– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Moisés.


– Em qual momento histórico? Antes da entrada de Israel na terra prometida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.


– Para quê este livro foi escrito? Para exortar a geração nascida no deserto a perseverar na fé e na obediência que faltaram aos seus pais (pecados pelos quais Deus os fez peregrinar 40 anos no deserto).






05. Deuteronômio (“Segunda Lei” ou “Repetição da Lei”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Moisés.


– Em qual momento histórico? Antes da entrada de Israel na terra prometida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os israelitas precisavam ser preparados para entrar na terra prometida e nas promessas da aliança.


– Para quê este livro foi escrito? Para instruir o povo a amar e a obedecer a Deus e a viver de forma santa e piedosa na nova terra; e, para confirmar Josué como o novo líder de Israel, escolhido por Deus para dar continuidade aos Seus planos.






06. Josué:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Após a morte de Josué.


– Por que este livro foi escrito? Porque a conquista da terra prometida estava incompleta e Israel já não tinha um outro grande líder como Moisés e Josué.


– Para quê este livro foi escrito? Para lembrar a história do admirável cumprimento das promessas do Senhor através do seu servo Josué (visando reavivar na alma do povo a promessa divina de possuir toda a terra de Canaã) na esperança do surgimento de algum outro servo fiel que pudesse conduzir os israelitas à vitória sobre todos os inimigos que ainda restavam.






07. Juízes:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (mais especificamente para os que viviam na época do rei Davi).


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Os assuntos tratados em Juízes sugerem que o livro foi composto num período em que havia forte controvérsia em torno da questão se o rei deveria ser da casa de Davi (Tribo de Judá) ou da casa de Saul (Tribo de Benjamim), pois Israel tinha duas famílias reais (quando Davi reinou em Hebron, Isbosete reinou no Norte). O livro termina com relatos que comprometem severamente a reputação da Tribo de Benjamim.


– Por que este livro foi escrito? Porque os leitores (que eram de uma geração posterior aos relatos deste livro) enfrentavam a sua própria crise ao guardarem a aliança e, também, porque não tinham certeza a qual família real apoiar.


– Para quê este livro foi escrito? Para que as narrativas de sucessos e fracassos de Israel (frutos de sua obediência ou desobediência a Deus) tranqüilizassem e encorajassem a nova geração e se manter fiel à aliança; e, para que Israel apoiasse o rei que os conduzisse ao relacionamento com Deus.






08. Rute:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (mais especificamente para os que viveram na época do rei Davi).


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? O livro foi escrito num período em que havia forte controvérsia em torno da questão se o rei deveria ser da casa de Davi (Tribo de Judá) ou da casa de Saul (Tribo de Benjamim).


– Por que este livro foi escrito? Porque inicialmente era muito frágil a reivindicação de Davi ao trono, pois, dentre outros problemas, havia um ascendente moabita em sua genealogia (isto é, Davi não tinha sangue “puramente” judeu).


– Para quê este livro foi escrito? Para legitimar a monarquia davídica. O livro mostra que um estrangeiro pode ser fiel ao Senhor e obter filiação plena em Israel e que qualidades como lealdade e fidelidade à aliança em um estrangeiro (que vivia em meio a uma geração incrédula) podem servir de modelo para a obediência de Israel ao Senhor.


09. I Samuel:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Indefinido.


– Por que este livro foi escrito? Porque havia uma questão chave a ser respondida com a instituição da monarquia em Israel: Como pode Israel ter um rei sem, com isso, comprometer o reinado de Deus?


– Para quê este livro foi escrito? Para demonstrar que era possível a Israel ter um rei humano sem, com isso, comprometer o reinado de Deus, desde que o rei respeitasse a aliança e incentivasse seu povo a fazer o mesmo.


10. II Samuel:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Indefinido.


– Por que este livro foi escrito? Porque a casa de Davi (Tribo de Judá), finalmente, firma-se com a família real de Israel.


– Para quê este livro foi escrito? Para demonstrar que Deus fez uma aliança com Davi (de dar à sua casa um reinado perpétuo) por causa do fervor do seu coração, da suafidelidade à aliança e porque ele colocou o seu relacionamento com Deus acima de tudo o mais.


11. I Reis:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Jeremias – segundo a tradição judaica.


– Em qual momento histórico? Quando Israel ainda estava no exílio da Babilônia.


– Por que este livro foi escrito? Porque Israel precisava refletir sobre sua história e sobre os pecados que levaram a nação à divisão (após a morte de Salomão) e, finalmente, à destruição.


– Para quê este livro foi escrito? Para fazer uma reflexão sobre os procedimentos de Deus para com o seu povo Israel; e, para extrair lições do passado (seus pecados e sua destruição) que sirvam ao seu povo no presente e no futuro.


12. II Reis (Ver as notas de I Reis; pois os dois livros formavam originalmente um só).


13. I Crônicas:
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.


– Por quem foi escrito (autor)? Esdras – segundo a tradição judaica.


– Em qual momento histórico? Depois do exílio persa (o império persa sucedeu o império babilônico).


– Por que este livro foi escrito? Porque a nação de Israel estava sendo reconstruída e precisava de orientação e encorajamento, pois a restauração não havia produzido as mudanças dramáticas esperadas por muitos. Além disso, eles tiveram que suportar dificuldades econômicas desencorajadoras, oposição dos estrangeiros, bem como conflitos internos.


– Para quê este livro foi escrito? Para mostrar aos leitores como receber as bênçãos de Deus em seus dias; para atender as necessidades da comunidade que havia recentemente regressado do exílio babilônico; e, para responder aos seus principais questionamentos: Quem são os legítimos herdeiros das promessas que Deus deu ao seu povo? Quais são as instituições políticas e religiosas que devem ser adotadas? Havia esperança quanto a um novo rei davídico? Como o povo deveria compreender a experiência do exílio e da restauração à luz da lei e da graça de Deus?



14. II Crônicas (Ver as notas de I Crônicas).

15. Esdras:
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.


– Por quem foi escrito (autor)? Esdras – segundo a tradição judaica.


– Em qual momento histórico? Depois do exílio persa (o império persa sucedeu o império babilônico), no início da reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo precisava entender que Deus age soberanamente por meio de agentes humanos responsáveis para realizar o seu objetivo redentor.


– Para quê este livro foi escrito? Para encorajar os judeus que haviam retornado do exílio e que estavam reconstruindo o templo e os muros de Jerusalém (apesar das dificuldades econômicas, oposição de estrangeiros e conflitos internos). Este encorajamento veio através da revelação que, embora Israel ainda estivesse sob o domínio persa, o seu Deus soberano estava dando prosseguimento à sua obra redentora; e, para instruí-los à absoluta necessidade de sua atenção estar centrada no culto a Deus e na obediência à Sua Palavra.


16. Neemias (Ver as notas Esdras, pois os dois livros formavam originalmente um só).
17. Ester:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Quando parte do povo de Israel ainda se encontra no exílio persa (o império persa sucedeu o império babilônico).


– Por que este livro foi escrito? Porque os judeus que ainda estava no exílio foram condenados à morte por um decreto real.


– Para quê este livro foi escrito? Para relatar o livramento divino aos judeus fiéis à aliança (e, também, explicar a origem da celebração do Purim).


18. Jó:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.


– Em qual momento histórico? Indefinido.


– Por que este livro foi escrito? Porque era preciso se opor aos conceitos tradicionais sobre a difícil questão do sofrimento humano em confronto com a afirmação que Deus é bom e justo.


– Para quê este livro foi escrito? Para que a raça humana compreenda que Deus é soberano e recompensa aqueles que lhe pertencem, apesar dos tempos de aperto e dor (O leitor aprende que Jó sofreu não porque era um dos piores dentre os homens, mas porque era um dos melhores, e que a sua provação veio a glorificar o seu Deus).


19. Salmos (“cânticos”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Diversos autores (David, Moisés, Salomão, etc).


– Em qual momento histórico? Desde a época de Moisés (90), passam pela experiência de Davi (51) e vão até a época posterior ao exílio dos nos judeus na Babilônia (126).


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisa preservar a memória de suas experiências individuais ou coletivas com Deus e sua Palavra.


– Para quê este livro foi escrito? Para diversas finalidades, tais como: Louvor (ex: 8, 24, 29, 33, 47-48); Lamentos (ex: 25, 39, 51, 86, 102, 120); Ações de Graças (ex: 18, 66, 107, 118, 138); Cânticos de Confiança (ex: 23, 121, 131); Salmos Reais (ex: Sl 20-21, 24, 45, 93); Salmos Sapienciais (ex: 1, 37, 49).



20. Provérbios (“ditados” ou “ditos sábios”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Diversos autores (Salomão, Agur, Lemuel, etc), sendo que foi Salomão quem liderou a compilação do livro, bem como compôs a maioria dos provérbios.


– Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava preservar a sabedoria que adquiriu em seu relacionamento com Deus e sua Lei.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que o temor a Deus conduz à sabedoria e a obediência aos Seus princípios é a forma segura de viver; que a vida deve ser vivida para a glória do Criador; e, que há uma ordem moral para toda a criação, e as violações dessa ordem apenas conduzem a conseqüências adversas.


21. Eclesiastes (“aquele que reúne a comunidade da aliança” ou “o Pregador”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Salomão.


– Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.


– Por que este livro foi escrito? Porque era preciso defender a fé em Deus (e o autor faz isso através de respostas e argumentos negativos). No final, ele chega à conclusão de que a fé em Deus é o único caminho para a realização humana.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar ao povo da aliança “como as pessoas devem viver (6.12) num mundo onde o bom Criador (3.11, 14) e justo Juiz (3.17) soberanamente ordena que coisas ‘más’ sucedam igualmente aos que são retos (7.13, 14) bem como aos iníquos e não de acordo com o merecimento pessoal de cada um (8.14; 9.1). O dom do contentamento deve ser exercido não apenas diante da opressão humana (3.22 – 4.3), mas também diante da futilidade e da morte (9.7-10) que Deus impôs sobre a raça humana em razão do pecado”.


22. Cântico dos Cânticos:
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Salomão.


– Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava ter em mente que Deus preza o amor conjugal lícito e a instituição da família (este livro se refere ao amor conjugal e revela as três qualidades mais desejáveis do amor entre um homem e uma mulher: autodoação, desejo e compromisso).


– Para quê este livro foi escrito? Para mostrar ao povo da aliança que Deus preza o amor conjugal lícito e a instituição da família; também para refletir o próprio amor de Deus por nós.





23. Isaías (“o Senhor é salvação”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus dos reinos de Israel e Judá.


– Por quem foi escrito (autor)? Isaías.


– Em qual momento histórico? 20 anos antes da queda de Israel diante dos assírios e 140 anos antes da queda de Judá diante dos babilônicos, quando os governantes estavam levando o povo de Deus à ruína moral.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus havia se tornado como as demais nações e perdido a perspectiva de justiça, de amor e de paz (características do reino de Deus), e tentaram estabelecer o seu próprio reino.


– Para quê este livro foi escrito? Para registrar as profecias de como Deus iria castigar com severidade os pecados do seu povo e como iria salvar os poucos que se mantivessem fiéis à aliança.



24. Jeremias (“o Senhor derruba”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do Reino do Sul (Judá).


– Por quem foi escrito (autor)? Jeremias.


– Em qual momento histórico? Desde o tempo dos últimos reis de Judá (Israel já havia sido destruída pelos assírios) até sua queda e exílio babilônico, quando se travava no meio do povo de Deus uma longa batalha entre a adoração idólatra de deuses estrangeiros e a adoração ao Senhor.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus precisava refletir sobre o significado do seu exílio.


– Para quê este livro foi escrito? Para registrar os castigos de Deus sobre os pecados do seu povo e para despertar nos fiéis à aliança a esperança da restauração final de Judá e do relacionamento privilegiado do povo com seu Deus.






25. Lamentações (Prantos sobre Jerusalém):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.


– Por quem foi escrito (autor)? Jeremias (*).


– Em qual momento histórico? Logo após a queda de Judá e envio dos sobreviventes para o exílio babilônico.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus precisava de alguma forma lidar com a questão da destruição da nação.


– Para quê este livro foi escrito? Para declarar que a ira de Deus contra seu povo foi justa; e, para defender os profetas que predisseram esta catástrofe.


26. Ezequiel (“Deus fortalece”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.


– Por quem foi escrito (autor)? Ezequiel.


– Em qual momento histórico? O profeta foi levado para a Babilônia junto com o rei Joaquim e o povo; o seu ministério profético se iniciou entre os exilados, no 5o ano do cativeiro.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava confuso com a destruição de Jerusalém (Deus não deveria ter defendido seu povo? Não tinha com eles uma aliança?).


– Para quê este livro foi escrito? Para encorajar e despertar a esperança nos judeus exilados no cativeiro, lembrado-lhes que Deus é soberano e que Sua glória havia deixado Judá por causa do pecado, mas que esta mesma glória voltaria quando Deus restaurasse os judeus à sua terra e reavivasse sua vitalidade espiritual.


27. Daniel (“Deus é [meu] juiz”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.


– Por quem foi escrito (autor)? Daniel.


– Em qual momento histórico? Daniel foi levado para o exílio da Babilônia; o seu ministério profético cumpriu-se entre os exilados.


– Por que este livro foi escrito? Porque, diante da destruição da nação, de Jerusalém e do Templo de Salomão por mãos babilônicas, o povo não conseguia entender a soberania de Deus.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que Deus é soberano – não importam as circunstâncias – e que o seu povo deve ser-lhe fiel em qualquer situação; e, para prepará-los para a perseguição religiosa que estava por vir, quando o rei tentaria fazer com que eles abandonassem a sua fé.


28. Oséias (“salvação”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do Reino do Norte (Israel).


– Por quem foi escrito (autor)? Oséias.


– Em qual momento histórico? Até alguns anos antes da queda de Israel diante do império assírio.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo e seus governantes haviam quebrado a aliança com Deus, misturando a adoração pura ao Senhor com a idolatria dos povos vizinhos, em particular, a adoração a Baal.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que Deus é único e soberano e Ele não tolera o sincretismo religioso nem exigências rivais.



29. Joel (“Jeová é Deus”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Joel.


– Em qual momento histórico? Quando a nação foi devastada por uma terrível nuvem de gafanhotos.


– Por que este livro foi escrito? Porque aquela destruição por gafanhotos era um sinal do dia do julgamento de Deus contra seu povo (que o profeta chama de o Dia do Senhor), pois eles estavam se afastando da aliança com Deus.


– Para quê este livro foi escrito? Para chamar o povo ao arrependimento; e, também, para anunciar o “Grande e Terrível Dia do Senhor”, quando Deus julgará não somente o seu povo, mas todas as nações da terra.


30. Amós (“carregador de fardos”):
– Para quem foi escrito este livro? Em sua maioria, para os judeus do reino do Norte (Israel), mas, também, para o reino do Sul (Judá).


– Por quem foi escrito (autor)? Amós.


– Em qual momento histórico? 70 anos antes da queda de Israel diante dos assírios e 190 anos antes da queda de Judá diante dos babilônicos, quando o povo de Deus estava se afundando nos pecados de idolatria, violência e injustiça social.


– Por que este livro foi escrito? Porque Deus enviou advertências ao seu povo em forma de fome, sede, desgraças, gafanhotos, pragas e derrotas militares, mas o povo recusou-se a ver a mão de Deus nesses acontecimentos e o julgamento era inevitável.


– Para quê este livro foi escrito? Para chamar o povo ao arrependimento e ao relacionamento com Deus nos termos da aliança (“Buscai-me e vivei” – 5.4).


31. Obadias (“servo de Jeová”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (com mensagens contra Edom).


– Por quem foi escrito (autor)? Obadias.


– Em qual momento histórico? Indefinido(aparentemente o profeta tem em vista um ataque militar a Jerusalém, do qual os edomitas participaram com prazer – vs. 11-14).– Por que este livro foi escrito? Porque Edom prosperou, Judá ficou derrotada, e a ordem moral do mundo parecia ter sido derrubada por forças ilegais.


– Para quê este livro foi escrito? Para fortalecer a fé enfraquecida do povo da aliança, declarando que não sãos os desejos maus dos homens que determinam a história, mas, sim, os justos propósitos de Deus.


32. Jonas (“pomba”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (acerca da salvação de Nínive).


– Por quem foi escrito (autor)? Jonas.


– Em qual momento histórico? Quando Nínive, a última capital do império assírio, experimentava um extraordinário declínio moral, a ponto de “a sua malícia subir até Deus”.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava entender que eles não tinham o monopólio sobre amor e a misericórdia de Deus; ao contrário, eles foram escolhidos por Deus para levar esta mensagem ao mundo.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar a soberania e a universalidade étnica do amor e da misericórdia de Deus.


33. Miquéias (“Quem é como Jeová?”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.


– Por quem foi escrito (autor)? Miquéias.


– Em qual momento histórico? Quando se estabeleceu em Israel e em Judá um enorme contraste entre os excessivamente ricos e os pobres oprimidos, devido à exploração da classe média por donos de terras extremamente gananciosos, apoiados por líderes políticos e religiosos.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança tinha-se tornando uma nação corrupta e pronta para o julgamento.


– Para quê este livro foi escrito? Para proclamar o eminente julgamento de Deus; e, também, para predizer a restauração e bênçãos futuras.


34. Naum (“consolo”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul – Judá (com uma sentença contra Nínive).


– Por quem foi escrito (autor)? Naum.


– Em qual momento histórico? Quando Nínive, a última capital assíria, se tornara uma metrópole cruel, imperialista e desonesta, com um desejo arrogante e inescrupuloso pelo poder e pela dominação, que se manifestava num impiedoso desejo por guerras, com práticas comerciais reprováveis e materialismo insaciável.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança não entendia por que Deus ainda não tinha castigado os assírios.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que a paciência de Deus nunca deve ser erroneamente interpretada como fraqueza (o pecado coletivo ou individual não ficará impune); e, para ensinar que o julgamento de Deus é também redentivo, pois, ao destruir as forças do mal, Ele cria as condições para o surgimento de uma nova sociedade, mais justa que a anterior.


35. Habacuque (“lutador”):
– Para quem foi escrito este livro? Para o próprio profeta – como uma resposta às suas próprias dúvidas – uma vez que o profeta viveu uma profunda crise espiritual devido à aparente indiferença de Deus às terríveis condições espirituais de seu povo.


– Por quem foi escrito (autor)? Habacuque.


– Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança, ao desdenhar insolentemente as leis da aliança, foi perdendo seu caráter singular.


– Para quê este livro foi escrito? Para registrar a resposta de Deus aos anseios do profeta, que lhe deu uma perspectiva verdadeira da história (Deus está no comando) e a promessa divina quanto aos resultados (vida para os fiéis, mas lamento e morte para os arrogantes).






36. Sofonias (“escondido no Senhor”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul (Judá).


– Por quem foi escrito (autor)? Sofonias.


– Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança estava misturando a adoração pura ao Senhor com a idolatria dos povos vizinhos, em particular, a adoração a Baal.


– Para quê este livro foi escrito? Para predizer o duro castigo que Deus aplicará a Judá pela espada de um povo inimigo; mas, também, para anunciar sua salvação aos fiéis.



37. Ageu (“festivo”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.


– Por quem foi escrito (autor)? Ageu.


– Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus interrompeu a reconstrução do Templo por mais de 15 anos devido à oposição externa e desencorajamentos internos (essa interrupção revelava, na verdade, uma indiferença para com a preciosa presença de Deus).


– Para quê este livro foi escrito? Para trazer ao povo a esperança de que Deus renovaria as promessas da sua aliança com Israel quando o trouxe de volta do cativeiro da Babilônia (e a reconstrução do Templo era parte importante dessa renovação).

38. Zacarias (“Jeová se lembra”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.


– Por quem foi escrito (autor)? Zacarias.


– Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.


– Por que este livro foi escrito? Porque, devido à forte oposição externa e aos problemas internos, o povo andava sem esperança quanto ao futuro.


– Para quê este livro foi escrito? Para garantir ao povo que o seu futuro está nas mãos de Deus, cuja presença trará paz e prosperidade a Israel.


39. Malaquias (“meu mensageiro”):
– Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.


– Por quem foi escrito (autor)? Malaquias.


– Em qual momento histórico? Quando o Templo e os muros estavam sendo reconstruindo.


– Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava profanando a aliança nos seus relacionamentos conjugais, sociais e econômicos.


– Para quê este livro foi escrito? Para o povo entender a importância e a autoridade de Lei na reconstrução da nação e dispor-se a obedecer a Deus.



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OS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO


40. Mateus:
– Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Antioquia da Síria (provavelmente), que era de origem mista judaica e gentia.
– Por quem foi escrito (autor)? Mateus.


– Em qual momento histórico? Depois da destruição de Jerusalém, em 70 d.C., quando a Igreja experimentava um grande crescimento.


– Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos judeus queriam impor a Lei como a mediadora entre Deus e os homens (legalismo) e os cristãos de origem gentílica, por sua vez, queriam viver sem nenhum tipo de lei (antinomismo), aproveitando-se da sua liberdade em Cristo Jesus para darem vazão às obras da carne.


– Para quê este livro foi escrito? Para corrigir estes dois graves erros doutrinários através dos ensinamentos, descrição do caráter e exemplo de Jesus, para que o crescimento da Igreja fosse ordenado e sadio.



41. Marcos:
– Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Roma.


– Por quem foi escrito (autor)? Marcos.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 60 d.C., quando o evangelho já havia chegado à capital do império romano.


– Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos romanos precisavam saber do interesse de Jesus para com os gentios (esta ênfase aparece claramente no esboço básico deste Evangelho e em vários detalhes importantes da narrativa).


– Para quê este livro foi escrito? Para apresentar por escrito aos gentios o testemunho dos apóstolos a respeito dos fatos da vida, morte e ressurreição de Jesus; e, para validar a missão da Igreja junto aos gentios.


42. Lucas:
– Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).


– Por quem foi escrito (autor)? Lucas.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um registro preciso e bem ordenado da mensagem cristã básica, desde o nascimento de Cristo à sua ascensão aos céus.


– Para quê este livro foi escrito? Para capacitar seus leitores a terem “plena certeza das verdades” que ele aprendeu (1.4).



43. João:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja.


– Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 90 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque João queria evangelizar seus leitores.


– Para quê este livro foi escrito? O próprio autor diz que escreveu este livro: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” (20.31).


44. Atos:
– Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).


– Por quem foi escrito (autor)? Lucas.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um mapa do progresso da igreja pelo mundo antigo.


– Para quê este livro foi escrito? Para contar aos seus leitores como o evangelho rapidamente se espalhou pelo mundo antigo; e, também, para defender o cristianismo (isto é, para convencer seus leitores que o cristianismo não representava uma ameaça ao Império Romano).



45. Romanos:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Roma.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque Paulo queria evangelizar a Espanha e na viagem de ida conhecer os irmão de Roma, e ganhar a ajuda deles como igreja de apoio (15.24).


– Para quê este livro foi escrito? Paulo escreveu este livro para apresentar aos cristãos de Roma suas credenciais apostólicas e sua teologia (2.16; 16.25), na esperança que eles reconhecem a autenticidade do seu ministério (uma vez que eles não conheciam Paulo pessoalmente e muitos ainda tinham medo dele) e o apoiassem em sua viagem à Espanha.


46. I Coríntios:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Corinto, capital da Acaia.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque a igreja de Corinto dividiu-se em dois grupos, um que defendia que a associação do cristão com os pecadores era permissível e necessária (despencando para uma extrema frouxidão moral), e o outro, que defendia que um certo isolamento era essencial para preservar a santidade (despencando para um ascetismo doentio), julgando-se um mais inteligente ou espiritual que o outro, ameaçando o futuro daquela congregação.


– Para quê este livro foi escrito? Paulo escreveu este livro para tratar dos problemas daquela igreja (desafio à autoridade de Paulo, orgulho sobre a espiritualidade pessoal, falta de amor); para repreendê-los por terem deixado a situação chegar ao ponto em que chegou; e, para instruí-los doutrinariamente.


47. II Coríntios:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Corinto, capital da Acaia.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque a carta anterior do apóstolo Paulo (I Coríntios) havia alcançado seus objetivos, levando aquela congregação ao arrependimento.


– Para quê este livro foi escrito? Para expressar a alegria de Paulo com o genuíno arrependimento da igreja de Corinto e da sua profunda afeição e lealdade a ele (7.6-15); para defender seu ministério apostólico contra acusações de “falsos apóstolos” (11.13) em Corinto (que desafiavam sua autoridade e a integridade de seu ministério); e, para instruí-los doutrinariamente.



48. Gálatas:
– Para quem foi escrito este livro? Para as igrejas do Sul da Galácia (Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe).


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 49 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque surgiram judeus agitadores entre os gálatas, tentando desacreditar o apóstolo Paulo com o objetivo de implantar nestas igrejas uma forma distorcida de cristianismo (um “evangelho” legalista, que requeria a circuncisão para a salvação – 6.12).


– Para quê este livro foi escrito? Para defender o apóstolo Paulo de suas falsas acusações; para defender a “verdade do evangelho” (2.5, 14); e, para instruí-los a resistir aos corruptores da verdade a todo o custo (1.8-9).

49. Efésios:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja de Éfeso, em primeira mão, mas, certamente, também para todas as igrejas da Ásia.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 60-62 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque Paulo queria ensinar para os cristãos o “mistério da igreja”.


– Para quê este livro foi escrito? Para ensinar, dentre outras verdades fabulosas, que: “A Igreja é a nova humanidade de Deus, uma colônia onde o Senhor da história estabeleceu uma amostra da unidade e dignidade renovada da raça humana (1.10-14; 2.11-11; 3.6,9-11; 4.1-6.9)”.


50. Filipenses:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja de Filipos.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 61 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque os filipenses estavam enfrentando perseguição (1.27-30) e sentindo as pressões exercidas pelos falsos ensinamentos (3.2-21). Os conflitos na igreja puseram em risco o testemunho dos crentes ao mundo e a sua capacidade de suportar seus ataques (1.27 – 2.18; 3.2-3).


– Para quê este livro foi escrito? Para fortalecer e instruir os cristãos quanto à vida cristã; e, para ensiná-los que o sofrimento para o crente é “um prelúdio à ressurreição” (3.10-11).



51. Colossenses:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja de Colossos.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 60-62 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque os colossenses estavam lutando contra uma estranha forma de filosofia judaica de influência grega que considerava os cristãos ainda vulneráveis às forças espirituais (forças, estas, que precisavam ser aplacadas através da veneração, através de algum tipo de ascetismo em relação a comida e bebida, e pela observação de certos dias prescritos na lei cerimonial do Antigo Testamento).


– Para quê este livro foi escrito? Para ajudar os cristãos a entender que, para ganharem aceitação perante Deus, eles precisam somente de Cristo.



52. I Tessalonicenses:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja de Tessalônica.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 50-51 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque os tessalonicenses continuavam firmes na fé, apesar da partida prematura de Paulo e de seus colaboradores e da perseguição que ainda sofriam de facções hostis.


– Para quê este livro foi escrito? Para expressar a alegria de Paulo com a fidelidade daqueles irmãos; e, para fortalecê-los e instruí-los acerca de algumas questões comportamentais e doutrinárias (p.ex: Acerca dos “últimos dias”).

53. II Tessalonicenses:
– Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja de Tessalônica.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 50-51 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque havia um mal-entendido entre os tessalonicenses de que o “Dia do Senhor” já havia ocorrido.


– Para quê este livro foi escrito? Para corrigir o mal entendido acerca do “Dia do Senhor”; e, para instruí-los acerca de algumas questões comportamentais (p.ex: alguns queriam deixar de trabalhar).


54. I Timóteo:
– Para quem foi escrito este livro? Para Timóteo, o jovem pastor e companheiro de Paulo em suas viagens missionárias.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 62-64 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque Paulo estava preocupado com a pouca experiência de Timóteo, especialmente num momento em que a igreja estava sendo ameaçada com falsos ensinamentos, tais como a proibição de casamento e de certos alimentos, que a ressurreição já acontecera e pondo restrições à oração – uma forma primitiva de gnosticismo (1.7, 20; 2.12; 3.6; 5.19-20).


– Para quê este livro foi escrito? Para orientar o jovem pastor e dar-lhe muitos conselhos práticos sobre como um líder da igreja deve atuar e como devem ser a organização e os relacionamentos na igreja; e, para treiná-lo em vários aspetos da “sã doutrina” para que ele pudesse combater os falsos mestres (1.10; 3.9; 4.6; 6.3).



55. II Timóteo:
– Para quem foi escrito este livro? Para Timóteo, o jovem pastor da igreja de Éfeso e companheiro de Paulo em suas viagens missionárias.


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 68-68 d.C., quando Paulo estava preso em Roma (pouco antes do seu martírio).


– Por que este livro foi escrito? Porque Paulo queria ver Timóteo mais uma vez e entregar-lhe uma carta final de encorajamento pessoal em seu ministério (1.5-14; 2.1-16; 22-26; 3.10-4.5) e porque os falsos ensinamentos em Éfeso continuavam sendo um problema.


– Para quê este livro foi escrito? Para solicitar ao jovem pastor que venha visitá-lo na prisão em Roma; para dar-lhe suas últimas instruções ministeriais; e, para treiná-lo mais uma vez em vários aspectos da “sã doutrina” para que ele pudesse continuar combatendo os falsos mestres.






56. Tito:
– Para quem foi escrito este livro? Para Tito (companheiro de Paulo em suas viagens, deixado na ilha de Creta para dar continuidade ao trabalho missionário que eles mesmos iniciaram).


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 62-64 d.C., quando as igrejas da ilha de Creta precisavam ser organizadas e estavam sendo ameaçadas por falsos mestres.


– Por que este livro foi escrito? Porque Paulo queria instruir Tito quanto às igrejas sob sua coordenação.


– Para quê este livro foi escrito? Para encorajar Tito a completar o seu ministério na ilha (organizando as igrejas, enfrentando os falsos mestres e orientando os crentes quanto à conduta adequada – 1.5-9; 1.10-14; 3.9-11); e, para orientá-lo a entregar as igrejas ao seu substituto quando ele chegasse e vir encontrar-se com Paulo em Nicópolis (3.12).


57. Filemon:
– Para quem foi escrito este livro? Para Filemon (um irmão cristão, dono de escravos em Colossos).


– Por quem foi escrito (autor)? Paulo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 60 d.C., quando Paulo esteve pela primeira vez numa prisão em Roma.


– Por que este livro foi escrito? Porque, através dos ensinamentos de Paulo, Onésimo tinha se tornado cristão e queria acertar sua situação com Filemon (de quem havia fugido).


– Para quê este livro foi escrito? Para registrar como o apóstolo Paulo, usando toda sua força pessoal para produzir uma solução cristã a um problema muito sério, pede a Filemon que perdoe e receba Onésimo de volta, não mais como escravo, mas como um irmão (como se estivesse recebendo o próprio Paulo).

58. Hebreus:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), provavelmente na Itália.


– Por quem foi escrito (autor)? Autor desconhecido.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 64 d.C., quando Nero perseguiu a Igreja com muita violência.


– Por que este livro foi escrito? Porque eles estavam sendo perseguidos pelos romanos pela segunda vez (um edito de Cláudio havia expulsado os judeus de Roma em 49. d.C.) e pelos judeus, que os expulsaram das sinagogas e da religião judaica (13.12-13), e corriam o perigo da apostasia (abandono da fé), talvez por medo da morte (2.14-18); também, porque passavam por uma transição de liderança (13.7, 17), estavam preocupados com segurança e permanência (6.19; 11.10; 13.8, 14).


– Para quê este livro foi escrito? Para exortar e encorajar aqueles cristãos (3.13; 6.18; 10.25; 12.5; 13.22). O autor repetidamente chama seus leitores a uma ativa e corajosa resposta a todos estes problemas (4.11, 14, 16; 6.1; 10.19-25).






59. Tiago:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), de todos os lugares (1.1).


– Por quem foi escrito (autor)? Tiago (irmão de Jesus).


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 49 d.C., pouco depois do começo da perseguição aos cristãos que se difundiu na Diáspora.


– Por que este livro foi escrito? Porque eles estavam sofrendo perseguições em todo o império romano.


– Para quê este livro foi escrito? Para encorajar aqueles cristãos; para exortá-los a um viver santo; e, para mostrar-lhes que há um relacionamento crucial entre fé e obras ativas de obediência (2.14-26).

60. I Pedro:
– Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), de todos os lugares (1.1).


– Por quem foi escrito (autor)? Pedro (irmão de Jesus).


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 60-68 d.C., antes do martírio de Pedro (que, segundo a tradição cristã, foi crucificado de cabeça para baixo).


– Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos estavam sofrendo perseguição por causa da sua fé (1.6-7; 3.13-17; 4.12-19), insultos (4.4, 14), falsas acusações de má conduta (2.12; 3.16), espancamentos (2.20), ostracismo social, violência esporádica pela multidão e policiais.


– Para quê este livro foi escrito? Para encorajar aqueles cristãos perseguidos e confusos a permanecer firmes na sua fé (5.12); e, para ensiná-los o comportamento correto do cristão no meio de sofrimento injusto (4.1, 19).


61. II Pedro:
– Para quem foi escrito este livro? Indeterminado.


– Por quem foi escrito (autor)? Pedro (irmão de Jesus).


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 67-68 d.C., antes do martírio de Pedro (que, segundo a tradição cristã, foi crucificado de cabeça para baixo).


– Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por falso ensino (por alguma forma primitiva de gnosticismo, que ensinava a salvação pelo conhecimento intuitivo e esotérico – e não pela fé em Cristo; defendia a imoralidade – 2.13-19; negava o Senhor e desprezava sua autoridade – 2.1, 10; caluniava os seres celestiais – 2.10; e zombava da segunda vinda de Cristo – 3.3-4).


– Para quê este livro foi escrito? Para enfatizar a verdade e as implicações éticas do Evangelho contra os falsos mestres.


62. I João:
– Para quem foi escrito este livro? Indeterminado.


– Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.


– Em qual momento histórico? Por volta dos anos 90-100 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por um falso ensino que negava que Jesus Cristo havia se encarnado (4.2-3) (este falso ensino é chamado de Docetismo, uma variação do gnosticismo).


– Para quê este livro foi escrito? Para reafirmar a verdade aos seus leitores; para, ressaltar os ideais cristãos de pureza e amor (pureza e amor são dons de Deus comunicados aos homens através da auto-revelação que Ele fez de si mesmo a nós – na encarnação de Cristo); e, para ensinar o que fazer com os falsos ensinamentos.



63. II João:
– Para quem foi escrito este livro? “À senhora eleita e aos seus filhos…” (vs 1).


– Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.


– Em qual momento histórico? Por volta dos anos 90-100 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por um falso ensino que negava que Jesus Cristo havia se encarnado (4.2-3) (este falso ensino é chamado de Docetismo, uma variação do gnosticismo).


– Para quê este livro foi escrito? Para reafirmar a verdade aos seus leitores; para, ressaltar os ideais cristãos de pureza e amor; e, para ensinar como tratar os falsos mestres.


64. III João:
– Para quem foi escrito este livro? “Ao amado Gaio…” (vs. 1).


– Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.


– Em qual momento histórico? Por volta dos anos 80-90 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque havia uma rivalidade mesquinha entre Diótrefes e os demais líderes daquela igreja sobre a hospitalidade que deveria ser demonstrada para com os missionários viajantes.


– Para quê este livro foi escrito? Para recomendar que a igreja recebesse com amor os missionários viajantes (inclusive Demétrio, que foi levar este carta àqueles cristãos); e, para repreender Diótrefes (por sua conduta em relação aos demais irmãos e aos missionários).

65. Judas:
– Para quem foi escrito este livro? Para todas as igrejas da época.


– Por quem foi escrito (autor)? Judas (irmão de Jesus).


– Em qual momento histórico? Por volta dos anos 65-67 d.C.


– Por que este livro foi escrito? Porque as igrejas estavam sendo ameaçadas com uma falsa doutrina que ensinava que a nossa liberdade em Cristo nos permite viver na imoralidade.


– Para quê este livro foi escrito? Para denunciar os falsos mestres; e, para exortar os leitores para que cresçam no conhecimento da verdade cristã (v. 20), que tenham um testemunho firme pela verdade (v. 3) e que procurem resgatar aqueles cuja fé estava hesitante (vs. 22-23).


66. Apocalipse:
– Para quem foi escrito este livro? Para as sete igrejas da Ásia.


– Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.


– Em qual momento histórico? Por volta do ano 95 d.C., quando o apóstolo João estava preso na ilha de Pátmos e a igreja continuava sendo perseguida.


– Por que este livro foi escrito? Porque os oficiais romanos queriam obrigar os cristãos a adorar o imperador e as falsas doutrinas tentavam os cristãos a se envolverem com a sociedade pagã.


– Para quê este livro foi escrito? Para assegurar aos cristãos que Cristo conhece as suas condições; e, para chamá-los a permanecer firmes contra todas as tentações, pois a vitória dos cristãos já foi assegurada pelo sangue do Cordeiro (5.9-10; 12.11), que voltará em breve para derrotar Satanás e todos os seus agentes (19.11-20.10), e o seu povo desfrutará da paz eterna em sua presença (7.15-17; 21.3-4).




Fonte Principal: Bíblia de Estudo de Genebra, Editora Cultura Crista e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 1728 p.


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sábado, 2 de maio de 2015

Igreja em Células – Que modelo usar?


Igreja em Células – Que modelo usar?




Com tantas opções diferentes, muitos pastores e líderes evangélicos têm ficado confusos. Eles creem que talvez devam adotar algum sistema de células na sua igreja local, mas estão duvidosos de como exatamente fazer isso. Por outro lado, existem aqueles pastores que têm implantado as Células nas suas igrejas, mas os resultados estão muito aquém daquilo que eles esperavam. Será que as Células são algo que era só para a igreja primitiva, e não necessariamente para os dias de hoje?
Existem muitos modismos no meio evangélico; não dá para negar. Por isso, será que este interesse pelas células não é só mais uma onda que depois vai passar? Bom, considerando-se que o princípio das células é bíblico, então qual é a forma bíblica de praticá-lo? Aqui vão algumas considerações básicas:

Transferibilidade

Modelos de igrejas que cresceram em qualidade e quantidade são bons, mas não são necessariamente transferíveis. Não basta olhar, admirar e querer o sucesso experimentado por determinada igreja em determinado contexto e querer imitá-lo, reproduzi-lo. Às vezes, é como alguém que gosta de ameixa e decide tirar o caroço de ameixas cozidas e enlatadas e plantá-lo, esperando que nasça uma árvores frutífera.
Princípios Bíblicos de crescimento, de qualidade e quantidade, estes sim, são transferíveis e funcionarão em qualquer igreja local, no contexto de qualquer cultura. São como sementes frescas, adaptáveis a qualquer clima.

Biblicidade de princípios
Devemos valorizar todos os bons modelos de igrejas, porém temos que estudar e praticar os princípios bíblicos que essas igrejas usaram. Além disso, muitas vezes Deus nos levará a pegar boas ideias de outras igrejas, quando da implantação dos modelos e princípios bíblicos em nossa igreja. Por isso, é extremamente importante sermos humildes e estarmos sempre abertos a aprender com todo o Corpo de Cristo.

Liberdade criativa do Espírito Santo
O Espírito Santo é criativo e Ele vai lhe ajudar a ser criativo ao aplicar os princípios bíblicos na igreja local onde você pastoreia. Em termos de expressão e prática, a igreja local que você pastoreia pode e deve ser diferente de qualquer outra igreja local no planeta.

Especificidade de propósito
Na medida em que você, pastor ou líder, sinceramente buscar ajuda do Sumo Pastor Jesus, Ele vai lhe mostrar o plano específico que Ele tem para sua igreja local. Seus alvos, metas, objetivos e ferramentas empregadas para alcançá-los passarão pelo crivo do Senhor Jesus, que lhe ajudará a discernir o tempo e o modo.
Lembre-se de manter uma atitude de humildade, dependência de Deus, odres novos e olhos postos na nuvem, para ver quando e em que direção o vento está soprando, como e para onde Deus está conduzindo.

Extraído do Livro “Igreja em Ação: Desejos e Perspectivas” – Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2011.
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Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 3)


Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 3)




Nesta série, dividida em três partes, apresentamos quatro áreas que devem ser levadas em consideração na vida de uma pessoa que deseja ser um líder de célula na igreja.

Nessa terceira e última parte, abordarmos a área da “unção”.

4. Há unção sobre a sua vida

Há pessoas que são naturais demais no que fazem para Deus. Andar na carne não significa somente cometer pecados, mas também fazer a obra de Deus confiando em si mesmo, ou seja, trabalhar sozinho, usando apenas suas habilidades naturais. Uma pessoa assim precisa da unção de Deus. Unção é exatamente uma capacitação de Deus para fazermos a obra Dele. Quando um líder tem unção, isso vai gerar vida na sua célula e o seu trabalho frutificará.

Unção não é resultado de uma oraçãozinha que se faz uma hora antes da reunião de célula. Unção é resultado de um estilo de vida, uma vida de oração, intimidade constante com Deus, consagração, temor do Senhor. Isso, sim, vai gerar unção.

As pessoas vão à célula esperando algo novo, algo que faça diferença, algo que as tire da rotina e da mesmice do dia-a-dia. A unção gera reconhecimento, que gera autoridade. Uma coisa é você ser líder porque alguém o colocou nessa posição, outra coisa é sê-lo porque as pessoas o reconhecem como tal.

Que sua oração seja esta: “Senhor, eu quero ter um ministério marcado pelo Teu Espírito!”




Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.
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Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 1)


Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 1)






Nesta série, dividida em três partes, apresentamos quatro áreas que devem ser levadas em consideração na vida de uma pessoa que deseja ser um líder de célula na igreja:
A pessoa tem vida com Deus?
A pessoa tem os traços mínimos do caráter de Cristo?
Tem uma vida familiar exemplar?
Tem algumas habilidades e qualificações ministeriais?



Vida com Deus

Como saber se um pessoa tem vida com Deus? A vida com Deus é reconhecida na vida de uma pessoa através das seguintes características:
Vida consagrada (Romanos 12.1)
Intimidade com Deus;
Evidente temor do Senhor;
Unção que nos faz.



Nessa primeira parte da série, abordarmos a temática “vida consagrada”.

1. Vida consagrada (Romanos 12.1)

Consagração significa separação, santidade, alguém que não se envolve em negócios desta vida (1 Timóteo 2.4). Isso implica numa vida fora do comum e do corriqueiro. Somos uma nação de sacerdotes, e se desejamos ver e experimentar as coisas novas que Deus tem para nós, é necessário sair da mesmice, do trivial, do comum. Precisamos deixa de ser igual a todo mundo. Precisamos deixar de fazer o que todo mundo faz (Êxodo 23.2). Precisamos ir contra o caminho e a opinião da população, como fizeram Sadraque, Mesaque e Abednego, os três amigos de Daniel.

Separação entre o santo e o profano

Precisamos fazer separação entre o santo e o profano (Ezequiel 44.23). No Antigo Testamento, essa era a exigência para os sacerdotes, e hoje não é diferente, pois somos um reino de sacerdotes, e a mesma exigência permanece. Os princípios de Deus não mudam, e como líder de célula precisamos viver fazendo essa distinção entre o santo e o profano.

O que é profano? É aquilo que todo mundo faz; é aquilo que é comum e popular. Não é necessariamente algo pecaminoso, mas se trata de algo natural que inebria e desvia nosso coração de servirmos ao Senhor com intensidade.

Como líderes, não podemos ser como aqueles crentes permissivos, cuja vida se limita a gastar todo o seu tempo com coisas banais, naturais e mundanas, como novelas, leitura mundana, filmes inconvenientes, música profana, roda de conversações vãs. Tais pessoas jamais crescerão em Deus, pois se devotam apenas ao que é comum. Por isso só experimentarão também o que é comum. Esses nunca saem de uma rotina enfadonha e de uma superficialidade medíocre.

O pastor Lucas Huber, por exemplo, sempre se retirava de uma roda quando as pessoas começavam a falar abobrinhas e coisas fúteis. Ele só falava acerca do Reino, ou então ficava calado.

Não bebereis vinho (Ezequiel 44.21)

O sacerdote era proibido de beber vinho. Vinho é símbolo de coisas naturais que seduzem o coração e tiram o entendimento (Oseias 4.11). Os sentimentos de uma pessoa embrigada são alterados, suas percepção cai e a razão desaparece, tornando-se tola. Assim é com as coisas naturais: ainda que não sejam pecaminosas em si mesmas, se nós nos enchermos delas, gastando tempo com elas, deixando-nos cativar, certamente perderemos a sensibilidade para o espiritual.

Temos que impedir que as coisas naturais bloqueiem nosso relacionamento com Deus. Somos responsáveis diante de Deus pela maneira como usamos nosso tempo, o que colocamos diante dos nossos olhos, o que ouvimos e lemos. Toda pessoa tende a torna-se aquilo que ouve, pensa ou vê.

Não se aproximarão de nenhum morto (Ezequiel 44.25)

Qualquer pessoa podia tocar em mortos, exceto os sacerdotes. Por quê? Porque tocar mortos fala de comunhão com a própria morte. Sempre que apreciamos o pecado, sempre que desfrutamos de coisas sujas, estamos tocando em mortos.

Uma pessoa que gosta de ver novelas, aprecia programações imorais, está tocando em mortos e tendo comunhão com a morte (Salmo 101). Rapidamente os sintomas de morte aparecerão. Não demorará a sentir os efeitos da morte e se tornar tão vazia e deprimida como aqueles que não têm a vida de Deus. Logo perceberá que o desejo de consagração, de intimidade com o Espírito Santo e o prazer na leitura da Palavra desaparecerão. Por isso, irmãos, não toquem em mortos!


Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.
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Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 2)


Série: Traços a considerar no candidato à liderança de célula (Parte 2)




Nesta série, dividida em três partes, apresentamos quatro áreas que devem ser levadas em consideração na vida de uma pessoa que deseja ser um líder de célula na igreja.

Nessa segunda parte, abordarmos as temáticas: “intimidade com Deus” e “temor a Deus”.

2. Cultive intimidade com Deus

No livro Células e o Crescimento da Igreja, Paul Yonggi Cho fala bastante desse tema. Ele deixa claro que sem uma forte intimidade com o Senhor nosso trabalho não terá garantia de sucesso.

3. Evidente temor do Senhor

O que é temor do Senhor? Exite uma grande diferença entre temor, no sentido de ter medo, e temor no sentido de respeito, reverência, zelo, amor.

No livro de Gênesis há duas passagens que diferenciam bem um sentido do outro. A primeira é Gênesis 3.8-11, e outra é Gênesis 39.7-9.

Temor do Senhor é uma atitude de coração, é apartar-se do pecado (Provérbios 3.7-8; 8.13; 24.21). A falta de temor do Senhor impede o crescimento espiritual de qualquer pessoa.

Áreas em que precisamos ter o temor do Senhor:
Nossos pensamentos (Colossenses 3.2 e Filipenses 4.8). Confesse ao Senhor seus maus pensamentos e repreenda-os toda vez que eles chegarem à sua mente. Encha sua mente da Palavra, e assim você terá uma mente renovada (Romanos 12.2)
Nossas palavras (Efésios 4.29 e 5.4, Colossenses 4.6; 1 Pedro 3.10). Cuidado com murmuração, com mentira, maledicência, prometer e não cumprir.
No que escutamos. Tudo que ouvimos fica gravado no nosso subconsciente por isso cuidado para não inclinar seus ouvidos para fuxico e fofocas, músicas profanas, piadas e coisas que não edificam.
No que olhamos e lemos. Decida olhar e ler só coisas que enriqueçam sua alma e seu espírito.
Como usamos nosso dinheiro. Boa mordomia e moderação. Cuidado com as dívidas.
No modo de nos vestirmos. Com modéstia e decência.
No relacionamento com o sexo oposto.



Bênçãos resultantes do temor do Senhor:
O Senhor dará sabedoria (Salmo 111.10 e Daniel 1.17). É a capacidade de agir certo em situações que você nunca enfrentou antes.
A sua descendência será poderosa na Terra (Salmo 112. 1-2).
Na sua casa haverá prosperidade e riqueza (Salmo 112. 1-3).
O Senhor nos ensinará e nos guiará (Salmo 25.12).
Você desfrutará de intimidade com o Senhor (Salmo 25.14).
Desfrutará da misericórdia do Senhor (Salmo 103. 11,17).
Seus desejos serão cumpridos (Salmo 34.9 e 145.19).
Você terá uma longa vida (Provérbios 10.27).
Proteção (Salmo 34.7).
Provisão (Salmo 33.18-19).
Terá um memorial escrito diante de Deus e será Seu tesouro particular (Malaquias 3.16 -17).



Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.
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Série: Funções dos líderes em treinamento (Parte1)


Série: Funções dos líderes em treinamento (Parte1)


Nessa série, dividida em duas partes, mencionamos as funções dos líderes em treinamento nas células: Intercessor, Ministro de Louvor, Secretário e Diácono. Vejamos o que compete a esses membros, no desempenho de suas funções. Nessa parte, abordamos o papel do Intercessor e do Ministro de Louvor.

Responsabilidades do Intercessor
Organiza campanhas de oração e jejum pelos membros da célula;
Dirige a reunião de oração da célula;
Mobiliza todos para vigílias ou outras convocações de oração promovidas pela Igreja;
Faz uma caixinha de pedidos de oração para ficar orando durante a semana, em casa;
Ora por alguém que esteja precisando de oração, na casa daquela pessoa. Nesse caso, é preciso agendar uma visita de oração. Esse agendamento deve ser feito previamente, com ciência e consentimento do líder da célula. Ainda sobre esse item, é importante estabelecer o dia e horário adequados, para não se tornar inconveniente.



Responsabilidades do Ministro de Louvor
Seleciona dois cânticos de louvor e adoração, de preferência conhecidos, como aqueles cantados nos cultos de domingo;
Providencia o sistema de som ou DVD – CD com os cânticos, e ele mesmo manuseia o aparelho;
Se for necessário, providencia a letra dos cânticos e a distribui para os participantes da célula;
Quando necessário, grava um CD com os cânticos que serão usados durante o mês, ou baixa os cânticos para execução (de preferência com legenda), se a célula usar vídeo.

Extraído do Livro “As quatro colunas do MDA” – Rone Feijão, MDA Publicações, 2014.
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As Principais Funções da Célula – Parte 3


As Principais Funções da Célula – Parte 3




Apesar que a Célula tem muitas funções, queremos estudar cinco destas funções que na nossa opinião são indispensáveis na vida de uma Célula.


Elas são:
Evangelismo e Integração
Pastoreamento e Discipulado
Comunhão
Treinamento de Líderes
Crescimento e Multiplicação

Comunhão


Uma das funções tão preciosas da Célula é a comunhão. A verdadeira comunhão bíblica acontece em um contexto onde cristãos verdadeiros estão buscando intimidade com Deus e relacionamentos sadios uns com os outros. Quando temos um compromisso de preservar a unidade do Espírito e colocarmos em prática a comunhão Bíblica, certamente o Senhor há de acrescentar-nos, dia a dia, os que vão sendo salvos (Atos 2.47).


Como nos tornar um? A visão do “Purê de Batatas” tem revolucionado muitas Células e ajudado a estimular a verdadeira comunhão.


A Visão do Purê de Batatas


A . Introdução


A visão do “Purê de Batata” parte do princípio bíblico da unidade expressa na oração sacerdotal de Jesus em João 17.20-23. É necessário que a Igreja Local tenha como toda essa visão para que haja unidade no Corpo. A Célula é o lugar ideal para aprender e praticar a unidade. Ser “um” e ser “família de Deus”, é a expressão verdadeira da unidade do Corpo de Cristo – começando pelas Células.


A Célula não pode ser como um saco de batatas aonde não existe unidade (somente união); ela tem que ser um purê de batata aonde as batatas foram amalgamadas de tal forma que é impossível separar uma da outra. Quando a Célula põe em prática a visão do “Purê de Batata” ela sempre se tornará uma Célula atraente e gostosa de participar.


B. Unidade Verdadeira


1. Princípios de se tornar um; Atos 2.46


a. Unânimes, definição: “Que é do mesmo sentimento ou da mesma opinião”.


b. “No templo, … de casa em casa”.
A igreja primitiva diariamente cultivava a unidade no templo (nos Cultos de Celebração) e nas casas (Células).


c. Três palavras importantes em Atos 2.46:
Perseveraram: Demonstra compromisso e seriedade com o plano de Deus de se tornar um.
Alegria: Demonstra prazer e gozo na unidade. É uma escolha. Em outras palavras nem sempre nossa carne achará gostoso o sacrificar do nosso tempo, planos individuais, etc … para cultivar unidade – mas o plano de Deus é que façamos isso com muita alegria genuína!
Singeleza: Simplicidade de visão! Temos que deixar de ser tão complicado, cheio de desejos próprios e opiniões egoístas. Singularidade e simplicidade de visão promovem unidade nos seguidores ou cumpridores da mesma.


2. Resultados de se tornar um; Atos 2.42-27


a. Mais milagres; vs. 42-43.


b. Ajudar as pessoas necessitadas; vs. 44-45.


c. Construir relacionamentos fortes; vs. 46.


d. Atrair o povo para Jesus; vs. 47.


3. A importância de se tornar um


a. Abundante graça sobre os cristãos; Atos 4.32-34.


b. Crescimento autêntico da igreja; Atos 5.14; João 17.20-23 (“…para que o mundo creia…”).


4. Como se tornar um em cada Célula? Exemplo do Purê de Batatas:


a. Com batata crua … Não dá!


b. Como fazer o purê?
Água: Palavra de Deus; Isaias 55.11
Fogo: Espírito Santo (orar em fé, orar em línguas, guerra espiritual, etc.) As batatas cruas não podem ver o fogo, mas podem sentir o seu efeito.
Descascar a batata: Tirar a máscara; não precisamos tentar parecer alguém espiritual, etc. Temos que ser quebrantados, admitindo que temos muito para aprender e crescer, Provérbios 28.13; Tiago 5.16.


c. Uma vez prontas, as batatas tem que estar sempre juntas para se amalgamarem. Atos 2.44. Exemplos:
Café da manhã.
Almoço no domingo.
Praticar esportes juntos.
Estimular uns aos outros para crescerem espiritualmente e motivar uns aos outros a uma maior intimidade com Deus e uns com os outros; Hebreus 10.24-25.
Discipulado vertical e horizontal um com o outro.
Evangelismo juntos (Fazer visita juntos!).
Orar juntos, vigílias, etc.
Brincar juntos.


d. Para evitar que o Purê de Batata azede:
Atmosfera de confiança e transparência.
Correr o risco de se abrir sem medo de fofoca.
Às vezes tem que confrontar de acordo com Mateus 18.15-17 com firmeza e muito amor.
Se humilhar para receber conselho e oração.
Evitar a todo custo panelinha (grupinhos introvertidos). O segredo da Célula ter um “Purê de Batata” gostoso e atraente é trazer e envolver as novas pessoas. Todos os membros da Célula devem ter um coração muito aberto a se envolver com os visitantes e os irmãos das outras Células. Já que queima no coração de cada participante o desejo forte de expandir o Reino de Deus através do crescimento e multiplicação da Célula, uma atmosfera extrovertida permeia o “Purê de Batata” e assim acelera a integração de novas pessoas com muita facilidade.


Extraído da Apostila “A Visão do MDA: O Coração da Igreja Local” – Pr. Abe Huber
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Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 2)


Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 2)





Nessa série, dividida em três partes, trabalhamos a formação de líderes no contexto das células. Na primeira parte apresentamos dicas para levantar e treinar líderes. Nessa segunda parte ensinamos como descobrir pessoas com potencial e na terceira, como investir nos mais novos.


Descubra as pessoas com potencial
Use “Binóculos Espirituais”. Em outras palavras fique de olho.
Cuidado com a síndrome de Samuel. O exemplo de Samuel quando foi ungir Davi. Acredite no potencial de todos os que estão ao seu redor. Aqueles que pensam ser os mais fracos podem vir a ser os mais frutíferos. Não se limite à aparência física – Deus vê o coração.


Motive a nível pessoal


Chame para tomar um cafezinho, mas não mande outra pessoa convidar; convide você pessoalmente. Crie um ambiente apropriado para uma boa conversa e desafie-o a assumir seu encargo ministerial. Deixe claro como alguém pode tornar-se o próximo líder na célula (o trilho, a escada do sucesso, os requisitos).


Não tenha medo de cometer erros ao promover alguém


Devemos aprender com a águia. Nenhum líder nasce feito; todos aprendem. Assim como os filhos da águia, não nascem voando, mas a mãe águia os ensina.


Cansada de buscar comida diariamente para seus filhotes, a mãe águia resolve ensiná-los a voar. E o método é muito perigoso. Ela empurra o filhote montanha abaixo, e o filhote fica sem entender, e, desesperado pensa: “Mamãe está me matando!” Mas enquanto ele está caindo, a mãe águia dá um voo rasante e o apara em suas asas. Depois faz o mesmo com os outros, dia após dia, até que todos aprendem a voar.


Não tenha medo de “soltar” as pessoas. Elas vão errar, vão ficar nervosas. Não tem problema; é assim mesmo. Sempre vai ter a primeira vez, mas depois de alguns dias serão líderes fortes, ungidos e ousados, para a glória de Jesus.


Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.

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Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 3)



Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 3)



Nessa série, dividida em três partes, trabalhamos a formação de líderes no contexto das células. Na primeira parte apresentamos dicas para levantar e treinar líderes e na segunda, como descobrir pessoas com potencial. Nessa terceira e última parte, ensinamos como investir nos mais novos.

Acredite e invista mais nos novos

Precisamos confiar mais nos novos irmãos e dar mais espaço e oportunidades. Muitos veteranos nunca vão dar os mesmos resultados que os novos. Nós não queremos ser rápidos demais, mas também não queremos ser lentos demais. Não podemos esperar todo mundo ficar “perfeito” para pôr uma célula na sua mão. É claro que também não queremos colocar célula na mão de pessoas que não tem vida com Deus e estão dando mau testemunho.

Dê tarefas práticas e supervisione

Dê aos auxilares pequenas responsabilidades e alvos fáceis de serem alcançados, e observe como eles agem. Depois converse com eles sobre o que fizeram, elogie os aspectos positivos e ajude-os nos aspectos que precisam melhorar. Ajude-os; não critique! As pessoas gostam de saber como elas estão indo e como elas podem melhorar. Delegue algo para auxiliares fazerem em toda reunião. Dê toda semana algo para fazerem.

Ajude a pessoa a enxergar o seu próprio potencial

Muitos líderes não sabem que são líderes; é preciso que alguém os ajude a ver isso.

Chame-os para a comunhão

Desenvolva vínculos de relacionamento. Separe muito tempo com eles. Aproveite bem o tempo juntos para ensiná-los. Mas lembre-se: mais importante do que estar juntos é aproveitar bem o tempo juntos.

Concentre-se em poucos

Não se concentre em muitos, mas em poucos. Se nos envolvermos com multidão, no final nós só teremos uma multidão. Jesus se concentrou e priorizou mais os Seus poucos discípulos, e o resultado está sendo uma multidão de discípulos.

Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.
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Série: Funções dos líderes em treinamento (Parte 2)


Série: Funções dos líderes em treinamento (Parte 2)







Nessa série, dividida em duas partes, mencionamos as funções dos líderes em treinamento nas células: Intercessor, Ministro de Louvor, Secretário e Diácono. Vejamos o que compete a esses membros, no desempenho de suas funções. Nessa segunda parte, abordamos o papel do Secretário e do Diácono.


Responsabilidades do Secretário
Ajuda a mobilizar todos para a célula, para as reuniões importantes da Igreja, culto de celebração etc.;
Está sempre passando torpedos, mensagens e telefonemas, expressando cuidado e encorajamento;
Mantém sempre atualizado um relatório com datas de aniversário, número de telefones, e-mails;
Lembra a todos quando há alguma aniversariante, chá de bebê, etc.
Confere as ofertas da célula e ajuda nos preenchimento do relatório, anota os valores na sua caderneta. Ao contar a oferta, o secretário convida, à parte, dois ou três irmãos e, na presença desses, conta o dinheiro, coloca-o no envelope e lacra de preferência com cola. Esse procedimento garante transparência e gera credibilidade perante todos ali presentes, especialmente para aqueles que estão vindo pela primeira vez, de que aquela oferta não será desviada do seu destino. Em seguida, num clima de alegria e gratidão, anunciam o valor arrecadado. Se quiserem, podem pular e gritar, glorificando a Deus pela oportunidade de contribuírem para a expansão do Reino do Senhor Jesus.






Responsabilidades do Diácono
Promove a comunhão da célula com lanches e outras delícias;
Organiza passeios, jantares, churrascadas, café da manhã, chá da tarde, etc.;
Providencia coletas de alimentos para os necessitados e para a Marcha do Amor;
Arruma o local da célula e, ao final da reunião, em conjunto com outros irmãos, com exceção dos que estão vindo pela primeira vez, deixa tudo limpo;
Organiza a comemoração dos aniversários dos membros da célula.




Extraído do Livro “As quatro colunas do MDA” – Rone Feijão, MDA Publicações, 2014.
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Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 1)


Série: Treinando novos líderes para multiplicar (Parte 1)





Nessa série, dividida em três partes, trabalhamos a formação de líderes no contexto das células. Nessa primeira parte apresentamos dicas para levantar e treinar líderes. Na segunda parte ensinamos como descobrir pessoas em potencial e na terceira, como investir nos mais novos.


Dicas para levantar e treinar auxiliares


Onde estão os líderes de que tanto precisamos? Resposta: dentro das células. Isso mesmo! O novo líder de que você precisa para multiplicar já está na célula. É importante o líder de célula ver cada membro da sua célula como um futuro e frutífero líder de célula, e, por conseguinte, desafiar o maior número possível de membros da célula para serem seus auxiliares. É o primeiro passo para levantarmos novos líderes. Olhando por esse prisma, todos devem ser treinados e desafiados a passar pelo trilho de liderança.


Ore e defina quem serão seus discípulos pessoais.


Comece a andar com eles e mobilize-os para o desafio de serem os próximo líderes.


Faça da sua célula um pequeno TADEL


O objetivo principal da célula é multiplicar; mas para multiplicar é preciso gerar líderes. Então, podemos dizer que a razão da existência de uma célula é gerar líderes, que por sua vez gerarão outros líderes.


A grande pergunta é: Como desafiar, mobilizar e treinar líderes que vão realizar os propósitos de Deus para a sua geração?


Desperte neles o desejo de ser líderes


É preciso entender que o bom líder não é o que faz tudo sozinho, e nem o que manda os outros fazerem; mas sim o que desperta nas pessoas o desejo de fazer. O que caracteriza um grande líder é a sua capacidade de gerar outros líderes.


O que caracteriza um bom líder é a capacidade de despertar interesse e mobilizar líderes para realizarem os propósitos e a visão de Deus para a sua geração. O que caracteriza um grande líder é a capacidade de descobrir talentos. O sucesso de um líder é medido pela capacidade de descobrir, motivar, recrutar, treinar e enviar novos líderes. Nosso sucesso como líder consiste em descobrir e motivar novos potenciais de liderança.


Mateus 9.9 e Lucas 5.27 descrevem o chamado de Mateus: “Partindo Jesus dali viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu”.


São muitos os olhos que veem, mas são poucos os olhos que enxergam. Um bom líder descobre, recruta, motiva, e treina outros líderes. Um dos segredos do sucesso de Jesus foi ser Ele um grande descobridor de talentos. Ele recrutou e soube motivar o potencial de liderança que viu em cada um dos Seus discípulos, e finalmente os treinou. Se o tempo tem passado e não temos formado líderes, temos falhado tragicamente. Mas ainda é tempo de recomeçar. Não perca mais tempo; comece já!


Extraído do Livro “Sua Igreja em Células: Formando Líderes de Excelência” – Sabá Liberal & Abe Huber, MDA Publicações, 2011.

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